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10 brasileiras históricas para conhecer mais no Google Street View



Passeie virtualmente por locais que fizeram parte da história dessas figuras femininas históricas

Na semana em que celebramos o dia internacional das mulheres, convidamos você a passear virtualmente por lugares importantes para a história de 10 brasileiras que marcaram o país. Os locais que trazemos aqui podem ser visitados pelo Google Street View e, quem sabe, servir de inspiração para a sua próxima viagem.

Passeie pelo Google Street View para conhecer mais sobre essas 10 brasileiras históricas.


1. Anita Garibaldi

Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva (1821-1849), mais conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em Laguna, Santa Catarina. Foi uma importante revolucionária brasileira lembrada por sua participação em guerras no Brasil e na Itália, lutando ao lado de Giuseppe Garibaldi, seu segundo marido, que ela conheceu durante a Revolução Farroupilha. A casa do século 18 onde a valente guerrilheira se casou pela primeira vez, em 1835, abriga o Museu Casa de Anita (Travessa Luís Neri, s/n, Centro, Laguna-SC).

2. Catarina Paraguaçu

A vida da índia tupinambá Paraguaçu (1503-1583), nativa da Bahia, inspirou romances, poemas e filmes. Conhecida como “mãe do Brasil” por seu papel na miscigenação no período colonial, casou-se com o náufrago português Diogo Álvares, apelidado de Caramuru pelos tupinambás, e foi batizada na Europa como Catarina Álvares Paraguaçu, em 1528. O túmulo de Paraguaçu fica dentro da Igreja Nossa Senhora da Graça (Av. Princesa Leopoldina, 133, Salvador-BA).

3. Chiquinha Gonzaga

Nascida no Rio de Janeiro, a pianista, compositora e maestrina Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga (1847-1935), foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Ela também foi pioneira na criação de marchinhas de carnaval com a composição "Ó Abre-Alas" (1899), inspirada pelo ensaio do cordão Rosa de Ouro. Em sua cidade natal, é possível ir até o Theatro Municipal conferir seu piano, trazido por ela da Alemanha em 1909 e, hoje, restaurado; bem como visitar o passeio público da capital fluminense, onde há um busto que homenageia Chiquinha Gonzaga.

4. Cora Coralina

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889-1985), natural da cidade de Goiás, no estado de mesmo nome, ficou conhecida pelo pseudônimo Cora Coralina. Foi poetisa, contista e, apesar de escrever poemas desde os 14 anos, publicou seu primeiro livro aos 75. Destacou-se pela forma de descrever o cotidiano com simplicidade e imagens poéticas únicas. A casa do século 18 onde Cora nasceu e viveu às margens do rio Vermelho, afluente do rio Araguaia, abriga, desde 1989, o Museu Casa de Cora Coralina (R. Dom Cândido, 20, Goiás-GO).

5. Dandara dos Palmares

Integrante do Quilombo dos Palmares, o maior quilombo que existiu no Brasil, Dandara foi uma importante liderança palmarista ao lado do companheiro Zumbi na resistência contra o sistema escravocrata. Pouco de sua história de origem foi preservada, mas historiadores apontam que ela teve grande influência na administração do quilombo, foi uma excelente capoeirista, sabia manejar armas e era estrategista em combates. Morreu em 6 de fevereiro de 1694, quando os portugueses invadiram Palmares, ao saltar uma pedreira para impedir que a escravizassem. Desde 2007, o local abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em União dos Palmares, Alagoas.

6. Dona Ivone Lara

Primeira mulher a integrar a ala dos compositores de uma escola de samba, a carioca Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara (1922-2018), marcou a história da música brasileira. Em 1965, conseguiu o feito inédito de participar da composição de um samba-enredo, "Os Cinco Bailes da História do Rio", para a Império Serrano. Paralelamente à carreira musical, trabalhou como enfermeira e assistente social e atuou ao lado da médica Nise da Silveira na importante luta pela reforma psiquiátrica no país. O velório da Rainha do Samba, como ficou conhecida, aconteceu na quadra da Império Serrano, sua escola do coração, em Madureira (Av. Min. Edgard Romero, 114, Rio de Janeiro-RJ).

7. Maria Bonita

A baiana Maria Gomes de Oliveira (1910 - 1938), mais famosa pelo nome Maria Bonita, juntou-se por vontade própria ao bando de Lampião em 1929, tornando-se a primeira mulher cangaceira. Destacou-se em sua época pela personalidade e por ter deixado o marido para fugir com o amante Lampião. O apelido Maria Bonita é cercado de contradições, já que ela era chamada de Maria de Déa desde a infância. Acredita-se que o nome tenha sido dado pelos policiais que mataram o bando em uma emboscada na Grota de Angicos, em Sergipe, ao perceberem a beleza da cangaceira após a decapitação.

8. Maria Quitéria

Nascida em Feira de Santana, na Bahia, Maria Quitéria de Jesus (1792-1853) foi impedida pelo pai de participar da luta de independência do Brasil. No entanto, em 1821, fugiu de casa, cortou os cabelos, vestiu a farda do cunhado, mudou de nome para "soldado Medeiros" e foi aceita pelo Batalhão dos Periquitos. Quando descoberta, foi incorporada ao batalhão e se tornou a primeira mulher a integrar as Forças Armadas. Uma estátua de Maria Quitéria em bronze, encomendada por Getúlio Vargas, pode ser vista no Largo da Soledade, em Salvador-BA.

9. Nísia Floresta

Pioneira na luta pela educação das mulheres e considerada como a primeira feminista do Brasil, Dionísia Gonçalves Pinto, mais conhecida como Nísia Floresta (1810-1885), foi escritora, educadora e poetisa com envolvimento ativo nos movimentos sociais, feministas, abolicionistas e republicanos. Sua cidade natal, antes chamada de Papari, no Rio Grande do Norte, foi rebatizada com o nome de sua mais célebre cidadã. Morreu na França e, somente em 1954, seus restos mortais foram transferidos para sua terra natal. O túmulo de Nísia fica fora do cemitério, na rua Acurso Marinho, na cidade de Nísia Floresta-RN.

10. Princesa Isabel

Filha do imperador Dom Pedro II e herdeira do trono brasileiro, a Princesa Isabel (1846-1921) é lembrada, principalmente, por ter assinado a Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea. O nível de envolvimento da Princesa na causa abolicionista é tema de discussão, já que os estudos indicam que ela não era muito interessada em política. No entanto, a princesa garantiu um lugar como brasileira histórica por assinar a lei que oficializa o fim do trabalho escravo no Brasil. A princesa e seu marido, o Conde d'Eu, viveram no Paço Isabel, atual Palácio Guanabara, que pode ser visitado na rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, Rio de Janeiro.

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